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sábado, 19 de junho de 2010

Novos links aí na coluna à direita... coloquei alguns sites que acho que podem servir nos nossos descaminhos. a quem interessar possa.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Cidades de mil olhos

Em: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/12/23/ult5772u6705.jhtm


23/12/2009 - 07h02
Um milhão de câmeras de segurança gravam São Paulo em reality show às avessas
Rodrigo BertolottoDo UOL NotíciasEm São Paulo

Quem transita pela capital paulista é gravado por mais de 100 câmeras diferentes, desde o elevador de seu prédio, aos cruzamentos de avenidas, à lojinha da esquina, à plataforma do metrô e até à mesa de trabalho. É tanta filmagem que daria para montar um longa-metragem diário e individual, tão arrastado como um filme iraniano e tão previsível como um blockbuster norte-americano.
Um reality show às avessas: 41 milhões de protagonistas e só poucas centenas de espectadores. Essa pode ser a definição do monitoramento eletrônico no Estado de São Paulo, que deve chegar até o final do ano com um milhão de câmeras de segurança (50% está na região metropolitana). A grande maioria está em mãos privadas.
Esse número foi projetado pela Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), com base nas vendas em 2009. E deve causar arrepio em quem tem mania de perseguição, mas a polícia prefere não pensar nisso."No começo, achei que poderia provocar uma paranoia, mas na verdade houve muita aceitação e poucas críticas", comenta Dalmo Álamo, superintendente de operações da Guarda Civil Metropolitana, que aponta 83 câmeras para vigiar o centro de São Paulo.Suas lentes têm capacidade de zoom de um quilômetro para afastar ladrões, traficantes e camelôs. "Com essa capacidade poderíamos entrar pela janela dos apartamentos particulares, mas cada operador tem uma senha e um supervisor, para evitar qualquer desvio na função e quebra de privacidade", completa Álamo, que aponta a redução em 50% nos locais filmados.
Ele chama de hot spot (pontos quentes) os cenários gravados. Em 2010, mais 135 deles entraram no sistema, que deve ser integrado com o da Polícia Militar e CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). E a tendência é migrar das objetivas para a periferia da cidade. "O videomonitoramento cria ilhas de segurança. O delito muda para outro lugar. E é para lá que mandamos nossos policiais", explica o superintendente.É obrigatório o paralelo com o livro "1984", do escritor britânico George Orwell, que relata uma sociedade totalitária controlada pelo Big Brother (líder fictício cujo nome batizou o programa mundial de TV) por meio de "teletelas". O personagem principal escreve seu diário no único quarto que escapou do monitoramento estatal.O próprio sistema de circuito interno de vídeo foi criado em 1942 na Alemanha nazista, desenvolvido em parte pela empresa Siemens e usado durante a Segunda Guerra Mundial para observar o lançamento dos foguetes V-2. "Em um Estado brando como o nosso, as câmeras servem para segurança, mas em um governo policialesco poderiam servir para o controle político, assim como outras tecnologias", analisa Renato Janine Ribeiro, professor de filosofia da USP (Universidade de São Paulo) conhecido por suas opiniões sobre temas sobre violência.O parâmetro de Estado policial também é germânico: a Stasi, polícia política da Alemanha Oriental, com 90 mil agentes infiltrados plantando câmeras e microfones nas casas e minutando o dia-a-dia dos potenciais opositores. Segundo Mário Louzã, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, a combinação de tecnologias pode aumentar a sensação persecutória. "Colocar CPF nas notas fiscais ou rastreadores em carros geram mais informação sobre as pessoas do que as câmeras de segurança", afirma.
Já para Janine, a tecnologia é um instrumento que não gera poder, mas aumenta o poder de quem maneja esses vídeos - a maioria em mãos privadas. "A sociedade aceita porque essas câmeras criam uma sensação de segurança, mas é preciso estabelecer limites. Acho que as filmagens por celular podem ser perigosas, afinal, na maioria das vezes é difícil saber quem é o autor", opina o filósofo.De acordo com o advogado especialista em direito público Carlos Ari Sundfeld, ainda é necessária uma regulamentação para as empresas de segurança, as grandes detentoras de tantas imagens. "São verdadeiras guardas privadas que cresceram muito nos últimos anos. É preciso criar regras para a gravação, armazenamento e apagamento dessas imagens."Um exemplo disso é a empresa de segurança privada Haganá, que monitora 800 condomínios e 300 indústrias em São Paulo - chega a ter 100 câmeras em um único prédio. "Adotamos o conceito israelense de defesa: a guerra é da fronteira para fora. Por isso, as imagens têm que se concentrar na calçada do prédio, onde está nosso inimigo", define José Antonio Caetano, diretor comercial da empresa. Haganá, que significa "proteção" em hebraico, tem como diretor operacional José Bernardes Markuz, que serviu no exército de Israel.

O procedimento padrão, tanto em órgãos públicos quanto em empresas privadas, é apagar automaticamente as imagens armazenadas após um período que vai de uma semana a um mês. Em geral, apenas um encarregado tem acesso a esse conteúdo durante esse tempo.Contudo, o ponto mais frágil do processo e que pode gerar o vazamento de imagens por parte de hackers é a conexão das câmeras para as centrais de monitoramento. Em geral, é feita por banda larga. No caso do Metrô é diferente: como a companhia de transporte tem uma rede física, utiliza fibra ótica para a transmissão de vídeos.

A guarita blindada é o QG do prédio. O porteiro (ou controlador de acesso, como eles preferem chamar) é funcionário deles e não pode ser visto nem pelos moradores. Se deixa aberta a porta da guarita ou permite a entrada de alguém, é repreendido via rádio pelos operadores de monitoramento a quilômetros de distância. "Outro dia, um rapaz estranho entrou na guarita do prédio do [piloto de F-1] Felipe Massa. Acionamos nossas viaturas, mas depois descobrimos que era um pedreiro", conta Caetano. Para Janine, essa vasta profusão de câmeras atualmente causou o surgimento das "imagens-lixo". "São vídeos sem informação, sem interesse. É impossível ver tudo isso tamanha a profusão de imagens." Richard Pereira comprova diariamente isso. Ele é supervisor do Centro de Controle da Segurança do Metrô e comanda três operadores. O quarteto é encarregado de monitorar 948 câmeras, número que vai chegar a 1.400 no ano que vem. Um volume de pessoas entre catracas, corredores, vagões e plataformas desfilam diante deles durante as oito horas de expediente, acionando via rádio quando algum imprevisto acontece. "Os trens e os passageiros seguem linhas retas. Qualquer movimentação diferente chama a atenção. Dessa forma podemos controlar tantas câmeras", passa a receita Pereira, que trabalha há 21 anos no metrô, que desde a inauguração em 1974 tem um sistema de TV interno. Só na estação Sé, há 35 lentes para acompanhar 750 mil pessoas que passam diariamente por lá.Muitas dessas imagens, porém, acabam nos telejornais, como parte dos "giros de reportagem" e "show de imagens", como a do bebê que caiu nos trilhos na Austrália ou a bêbada que quase foi atropelada nos EUA. "Antes as câmeras eram caras e estavam na mão de poucos. Hoje, a mídia tem que lidar com essas imagens que não são produzidas por ela", afirma Laurindo Leal Filho, professor aposentado da Escola de Comunicações e Artes da USP. Para Leal, um dos reflexos da enxurrada dessas imagens no noticiário é as pessoas se acostumaram com a estética desbotada e desenquadrada dessas câmeras. "Durante 30 anos o brasileiro foi condicionado com o tal padrão Globo de qualidade, mas essa profusão de câmeras e a internet derrubaram isso. As pessoas querem o conteúdo desses flagrantes. Acho que até por isso a TV digital não emplacou por aqui. As pessoas não querem ver o fio da bolinha de tênis, querem ver imagens que tragam informação, mesmo com a baixa qualidade dessas câmeras de segurança", analisa.

domingo, 31 de maio de 2009

Das ruas. Das histórias.

Como a gente bem sabe, os trabalhos não obedeceram aos fechamentos trimestrais, pois o tempo inteiro era de uma outra ordem, na qual as palavras e as coisas se atravessavam e constituiam-se a medida que caminhávamos no processo fundando uma logica de funcionamento. Assim também vejo os limites dos planos ou mesmo das duas pesquisas, pois estes eram porosos possibilitando misturas, contaminações através do diálogo.
Abaixo estão alguns apontamentos (por)sobre o plano de trabalho ao qual me inscrevo. Penso que o tempo que nos resta pode servir pra efetuar alguns fechamento e possibilitar outros caminhos, já que daremos continuidade a pesquisa por mais um ano no mínimo. E aqui abro para os comentários.

...
Plano de trabalho: A rua, o espaço urbano e a história.

Agosto, setembro e outubro de 2008

Realizar levantamento bibliográfico relacionado à história do espaço urbano, bem como seus modos de funcionamento e de organização, compreendendo o mundo ocidental naquilo que se configura como medieval, moderno e contemporâneo.
Ler e fichar o material bibliográfico recolhido.
Participar das reuniões semanais do grupo de pesquisa.
Apresentar a cada mês, o resultado do trabalho, de modo que o grupo possa interagir com o mesmo que é específico de cada estudante.
Iniciar o processo de observação de campo e dos objetos que estão sendo problematizados no trabalho.
Participação no seminário de metodologia da pesquisa.

Acho que conseguimos realizar um levantamento bibliográfico de modo suficiente, porém poderíamos ter “perdido” um tanto mais de tempo em relação a ele. Reuniões realizadas com freqüência e com certeza de grande importância pra construção do trabalho. Apresentação e problematização do trabalho de campo realizada de corpo presente nas reuniões ou mesmo aqui pelo blog através dos diários de campo construídos no decorrer das observações.

Novembro, dezembro (2008) e janeiro (2009)

Produzir do relatório semestral a ser encaminhado ao Pibic.
Participar das reuniões semanais do grupo de pesquisa.
Observação sistemática (na feira-livre, semanalmente; e no bairro duas vezes por semana) do campo e dos objetos que estão sendo problematizados no trabalho.
Registro de imagens de cenas dos espaços observados.
Atividade de leitura e produção de textos

Relatório produzido. Reuniões freqüentes do grupo. As observações foram feitas semanalmente, na medida do possível, porém não foram efetuadas observações sistemáticas do bairro, a não ser ocasionalmente. Faltamos também quanto ao registro imagético.

Fevereiro, março e abril de 2009

Participar das reuniões semanais do grupo de pesquisa.
Iniciar processo de análise dos registros feitos durante o trabalho de observação.
Realização de entrevistas com feirantes e carroceiros.
Atividade de leitura e produção de textos
Realizar a transcrição das entrevistas.

Participação efetiva das reuniões de grupo. Imagino que o processo de análise se deu o tempo inteiro em que estivemos inseridos no campo, lendo, escrevendo, conversando. Entrevistas sistemáticas não foram realizadas, porém conversamos bastante com pessoas da feira e estas conversas foram descritas nos diários de campo.

Maio, junho e julho de 2009

Produção de relatório final.
Articulação desse plano de trabalho, com os demais planos envolvidos nessa atividade de pesquisa.
Produção de trabalhos acadêmicos que possam ampliar a discussão sobre os usos do espaço urbano na cidade de Aracaju.

Esta análise de nosso trabalho já faz parte do processo de produção de um relatório final. A articulação entre este plano e o de Mairla sempre existiu, pois trabalhamos juntos o tempo inteiro visto que nossos planos se atravessam. Trabalhos acadêmicos estão sendo pensados e outros já foram apresentados, além da participação em encontros discutindo cidade.

...
Achei ótima a idéia do Lázaro de colocar a bibliografia aqui, pode servir para perceber por onde estão indo meus pensamentos, bem como sugestão de leitura.

Pretendo incrementar o trabalho com mais história do espaço urbano, e aqui inclui o "Estatuto da cidade" - lei que regula o desenvolvimento urbano no pais. Essa história contada nos ajuda a pensar os modos como vivemos na cidade hoje e como se operam as invenções cotidianas que produzem história do presente. Alguns dos textos abaixo ainda não foram estudados, porém lidos, e pelo que eu vi podem ajudar na problematização a qual nos propomos.

Bibliografia:


AUGÉ, Marc. Por uma antropologia dos mundos contemporâneos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997.
BAPTISTA, Luis A. A cidade dos sábios. São Paulo: Summus, 1999.
________. Walter Benjamin e os anjos de copacabana. in: Revista Educação Especial: Biblioteca do Professor n° 7, 2008.
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.
CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: 1. Artes de fazer. Petrópolis: Vozes, 2007.
FOUCAULT, Michel. Resumos dos cursos do Collège de France. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997.
________.Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes, 1987.
________. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Edições Graal, 2007.
________. A vida dos homens infames. in: FOUCAULT, M. Ditos e Escritos IV: Estratégias poder-saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006.
GUATTARI, Félix. As três ecologias. Campinas: Papirus, 1993.
KASTRUP, Virgínia. Funcionamento da atenção no trabalho do cartógrafo. In: Psicologia & sociedade, v. 19, n. 1, p. 15-22, jan/abr. 2007a.
________. A invenção de si e do mundo: uma introdução do tempo e do coletivo no estudo da cognição. Belo Horizonte: Autêntica, 2007b.
LAPLANTINE, François. A descrição etnográfica. São Paulo: Terceira Margem, 2004.
LOPES, Kleber Jean Matos. Modos de atenção na cidade além da conta: uma reflexão sobre lugares e não lugares. In: Revista estudos e pesquisa em psicologia – dossiê cidades. v. 7, n. 2. Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2007.
________. Tal qual um Beatles na capa daquele álbum que não recordo o nome ou sobre as possibilidades de controle na cidade contemporânea. In: VASCONCELOS, J. G., ADAD, S. J. H. C. (orgs.). Coisas de cidade. Fortaleza: Editora UFC, 2005.
MACHADO, R. et alli. A (da)nação da norma: medicina social e constituição da psiquiatria no Brasil. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1978.
RAGO, Margareth. Libertar a história. in: RAGO, M; ORLANDI, B. L.; VEIGA-NETO, A. Imagens de Foucault e Deleuze: ressonâncias nietzschianas. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
RODRIGUES, Heliana de B. C. Para desencaminhar o presente Psi: biografia, temporalidade e experiência em Michel Foucault. in: Foucault e a Psicologia. Porto Alegre: Abrapso Sul, 2005.
RODRIGUES, José C. Higiene e ilusão: o lixo como invento social. Rio de Janeiro: NAU, 1995.
________. O corpo na história. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 1999.
ROLNIK, Suely. Cartografia sentimental: transformações contemporâneas do desejo. Porto Alegre: Sulina; Editora da UFRGS, 2007.
SALAZAR, Gabriel. Ferias libres: espacio residual de soberanía ciudadana. Colección Intervenciones en la Ciudad. Santiago de Chile: Ediciones SUR, 2004.
SARLO, Beatriz. Cenas da vida pós-moderna: intelectuais, arte e videocultura na Argentina. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2000.
SENNETT, Richard. Carne e pedra. Rio de Janeiro: Record, 2006.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Ascese e bioasce na terceira idade ("reflexionando")


PLANO DE TRABALHO: A ascese na terceira idade

Agosto, setembro e outubro de 2008.
1) Realizar levantamento bibliográfico relacionado às experiências de ascese na história da filosofia e a implicação de seu uso nos modos de constituição de si e do espaço experimentado.
2) Ler e fichar o material bibliográfico recolhido.
3) Participar das reuniões semanais do grupo de pesquisa.
4) Participar duas vezes por mês de atividades junto ao grupo de terceira idade
5) Produção de diário de campo em relação à participação no grupo.
6) Participação no seminário de metodologia da pesquisa.

Novembro, dezembro (2008) e janeiro (2009).
1) Produzir do relatório semestral a ser encaminhado ao Pibic.
2) Participar das reuniões semanais do grupo de pesquisa.
3) Participar duas vezes por mês de atividades junto ao grupo de terceira idade.
4) Produção de diário de campo em relação à participação no grupo.
5) Registro de imagens de cenas dos espaços observados.
6) Atividade de leitura e produção de textos

Fevereiro, março e abril de 2009.
1. Participar das reuniões semanais do grupo de pesquisa.
2. Iniciar processo de análise dos registros feitos durante o trabalho com o grupo.
3. Participar duas vezes por mês de atividades junto ao grupo de terceira idade.
4. Produção de dinâmicas para o grupo de terceira idade. .
5. Atividade de leitura e produção de textos

Maio, junho e julho de 2009.
1. Produção de relatório final.
2. Articulação desse plano de trabalho, com os demais planos envolvidos nessa atividade de pesquisa, para efeito de produção do relatório final.



Dos pontos estabelecidos no plano de trabalho dá para apontar quatro que não foram cumpridos nos prazos determinados. Eles estao assinalados em negrito.

A respeito do primeiro ponto é crucial para a discussão sobre como se constitui a velhice nos dias de hoje. De certo modo, a discussão não foi de toda deixada de lado, a partir do texto de Francisco Ortega, da obra “Saber Envelhecer” de Cícero e – brevemente – com Rute Bacelar.

Bom, o ruim mesmo é que a discussão, assim parece estar sugerido no Plano, deveria ser sobre ascese de modo geral, não referindo-se exclusivamente à velhice. É mais ou menos esse o percurso feito por Ortega, mas, não tão profundamente quanto o necessário. Agora também não acho que se possa dar conta dessa profundidade, do mesmo modo que não tenho segurança o suficiente para teorizar sobre... Fico esperando Kleber sugerir. O que tocar a gente dança.
Quanto ao Seminário de Metodologia, lembro que era uma proposta de Kléber. Não sei do que se trataria.
...

O terceiro ponto, para mim, parece ser o mais complicado. Acredito que possa até analisar conceitos como “implicação”. “envolvimento”, “afetação”, durante os meses de freqüência ao grupo, mas acho muito difícil falar sobre a experiência de lá se referindo a ela como processo analítico da terceira idade. Pode ser resquícios de “tempos metodológicos” idos, mas prefiro acreditar nisso a cair na vã ilusão.

Não sem muito de desconfiança, até a próxima quarta tentarei recolher impressões, registros e dados e tentarei escrever algo parecido com “Resultados”. Acho posso prometer isso, apesar de saber que passa longe do melhor que poderia ter feito.

A respeito da produção de dinâmicas para os idosos, acho que os meninos tentaram isso no Lions, quando se pediu que levassem textos escritos por eles. Como já sabemos, a idéia não foi muito bem recebida. Como andei falando com algumas idosas e percebi uma certa dependência em relação ao Marcos para que qualquer coisa fosse feita, acho que seria ponto interessante para a discussão dos outros dois planos se referir à tentativa fracassada de introduzir atividades no grupo sobre a perspectiva de a aceitação dos idosos de uma atividade parecia atrelar-se à figura do dragão. Pode ser isso ou apenas desencargo de consciência...

Ainda sobre esse último ponto, estou tentado a dizer que ainda poder-se-ia dar conta dele. Especialmente agora que o grupo está praticamente desfeito (o que seria muito interessante para a pesquisa) e que ascese e bioascese se refeririam às vidas dos velhos e idosos para além das reuniões na terça. Se assim o fosse, ao invés de dinâmicas, poderia-se conversar com alguns deles. Se parece desmedido, desconsiderem...

Para acabar, fiquei intrigado com a afirmação de Kleber de que havíamos lido muito (achava eu que não o suficiente), então decidi catalogar o que li durante o ano de pesquisa. De certa maneira me confortei, mas uma coisa é ler sobre, outra é pesquisar sobre. Acho que não posso esquecer disso. Lá vão as referencias:
BACELAR, Rute. Envelhecimento e Produtividade: processos de subjetivação. Recife: FASA, 2002.
BARROS, M. M. L. de. Velhice na contemporaneidade. In: Família e envelhecimento. PEIXOTO, Clarice E. (org.). Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004.
BOTELHO, J. A. Limites e possibilidades da terceira idade. IN: Revista Vita de Gestal-
CASTRO, A. M. A produção da terceira idade: o discurso do especialismo. (apresentação de comunicação oral). Caribe, 2004.
CÍCERO, M. T. Saber Envelhecer e A Amizade. Porto Alegre: L&PM, 2007.
Terapia. Ano I, n I, 2005
DALLA VECCHIA, R., RUIZ T., BOCCHI, S. C. M. e CORRENTE, J. E. Qualidade de vida na terceira idade. Revista Brás Epidemiol. 2005, 8(3): 246-52
FOUCAULT, M. Doença Mental e psicologia. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1975.
FOUCAULT, M. O Nascimento da Medicina Social. In: FOUCAULT, M. Microfísica do
Poder. Rio de Janeiro: Grall, 1993.
GUATTARI, Félix. As três ecologias. Campinas, São Paulo: Papirus, 1993.
JORNAL PUBLICO. Este país vai ter de ser para velhos (e todos os outros também). Tiragem:59760. Portugal, 10/04/2008.
KASTRUP, V. A cartografia como método. s/d.
___________ A invenção de si e do mundo. Uma introdução do tempo e do coletivo no estudo da cognição. Belo Horizonte: Autentica, 2007.
LAPLATINE, François. A descrição etnográfica. São Paulo: Terceira Margem, 2004.
ORTEGA, Francisco. Da ascese à bioacese ou do corpo submetido à submissão do corpo, In: Imagens de Foucault e Deleuze: ressonâncias nietzschianas. Orgs RAGO, M; ORLANDI, L. L. e VEIGA-NETO, A. Rio de Janeiro: DP&A, 2002 (pp. 9-20)
PINHEIRO JUNIOR, G. Sobre alguns conceitos e características de velhice e terceira idade: uma abordagem sociológica. In: Linhas, vol. 06, nº 01. Florianópolis 2004.
PRADO, Shirley D. e SAYD, Jane D. A pesquisa sobre envelhecimento humano
no Brasil: pesquisadores, temas e tendências.???????????????????????????
SOUSA, Manuela O Papel dos Avós na Sociedade Contemporânea. A União - Jornal Online, 29/07/2007. http://www.auniao.com/ler.php?id=5782

terça-feira, 16 de setembro de 2008

testando

Oi gente, modifiquei nas configurações do blog os endereços que devem receber avisos quando comentários forem feitos nas postagens. Havia também a possibilidade de mandar um aviso sempre que eu publicar. Aí, cada um terá que alterar na sua página de configurações.
Vamos conferir então se vocês receberão dois e-mails avisando dessa postagem e do comentário que farei em seguida.
Abraço.
PS: Aurea, vc postou um texto no blog Entre nós. Não seria para esse blog?